Carimbo e documentos técnicos
O que um profissional entrega com um projeto além das plantas: o carimbo com o responsável técnico, o datum das coordenadas, os documentos que o órgão gestor de recursos hídricos, o cliente, o instalador ou o operador pedem, e as normas por trás de cada número. O app é uma ferramenta de apoio: um profissional habilitado confere e assina o que ele produz.
Carimbo e responsável técnico
Arquivo → Carimbo e responsável técnico… (também no menu do celular) preenche o carimbo de todas as folhas e a capa dos pacotes de documentos: o projeto (propriedade, município/UF), os registros (CAR, o Cadastro Ambiental Rural; o número da outorga; a etapa, do estudo preliminar ao como construído), a responsabilidade técnica (responsável técnico, conselho profissional como CREA ou CAU, número de registro e a ART, RRT ou TRT), as folhas (número do desenho, data de emissão, revisões com o seu autor) e a empresa com o seu logotipo (PNG ou JPEG, reduzido a 512 px; guardado no arquivo do projeto, fora dos links de compartilhamento). OK é um passo de desfazer e Cancelar devolve tudo; Salvar como meu padrão guarda a empresa, o logotipo, o responsável técnico, o conselho e o registro neste navegador, e Preencher com o meu padrão os preenche em outro projeto.
Assim que algum desses campos é preenchido, as folhas levam o carimbo profissional, com 40 mm de altura em vez de 30 mm (a área de desenho fica 10 mm menor): células dispostas como os campos de dados da ISO 7200, com o projeto, os registros, a responsabilidade técnica, a folha (número do desenho e da folha, escala e papel, data, o sistema de coordenadas com o seu código EPSG e a origem) e uma coluna para a empresa e o seu logotipo. O quadro de revisões das folhas junta as revisões do carimbo e as das nuvens de revisão. Sem nada preenchido, as folhas mantêm o carimbo das versões anteriores.
Datum das coordenadas
Arquivo → Georreferência… tem um Datum das coordenadas: automático pelo local (SIRGAS 2000 na América do Sul e
Central, ETRS89 na Europa, WGS84 nos demais) ou SIRGAS 2000, WGS84, ETRS89 ou NAD83 escolhido. Esses datums coincidem
na precisão de uma planta de projeto (menos de 1 m), então a escolha não muda nenhuma coordenada: ela as nomeia nas
pranchas e nos arquivos .prj do shapefile, LandXML, IFC e EPANET. As versões anteriores escreviam SIRGAS 2000
nesses arquivos onde quer que estivesse o projeto; arquivos antigos mantêm as suas coordenadas.
Quadrícula de coordenadas e folhas do terreno
As opções de plotagem do PDF acrescentam:
- uma quadrícula de coordenadas sobre o desenho: UTM (E, N) do fuso do projeto, local (X, Y) sem georreferência, geográfica (latitude e longitude em graus, minutos e segundos) ou UTM e geográfica, com os valores nas bordas da área de desenho, sem cobrir a seta do norte nem a escala gráfica;
- folhas a mais de declividade e de exposição: o mapa de declividade por classe, ou a exposição por setor da rosa dos ventos, sob o desenho em cinza, com a legenda, a área de cada classe e, na declividade, as classes de cada área irrigada. Elas precisam de curvas de nível ou de pontos cotados.
O relatório Declividade por área irrigada (na aba Requisitos hídricos, sem precisar de projeto calculado) dá a área de cada classe de declividade em cada área irrigada, com a declividade média e a máxima.
Pacotes de documentos
Arquivo → Exportar pacote de documentos (PDF)… grava um PDF para cada leitor em vez de todas as tabelas de uma vez:
| Pacote | Para |
|---|---|
| Proposta técnica e comercial | O cliente: o sistema em resumo, o escopo (lista de materiais), o orçamento e as suas condições, o cronograma de execução, a planta e o aceite do cliente |
| Outorga e licenciamento | O órgão gestor e o licenciamento: identificação, os pontos de captação em UTM e em graus, minutos e segundos, a necessidade hídrica, as culturas, a categoria de licenciamento, a declividade e as plantas georreferenciadas com a quadrícula de coordenadas e o mapa de declividade |
| Pasta de instalação | A obra: as folhas por setor com os detalhes construtivos, as pressões a conferir e os materiais por setor |
| Memorial técnico | O processo técnico e os editais: critérios e normas, o dimensionamento hidráulico, as verificações e todas as folhas |
| Operação e manutenção | Quem opera o sistema: o manejo por cultura, as pressões de cada setor e a lavagem das linhas |
Todo pacote tem uma capa com os dados do carimbo (logotipo, empresa, cliente, propriedade, responsável técnico e registros), um sumário com as páginas, seções numeradas com cabeçalho, as plantas no seu próprio papel e o bloco de assinatura do responsável técnico. O diálogo escolhe o pacote, o título da capa, o destinatário, o papel das plantas e o mapa de fundo, e as seções, as dele e as dos outros pacotes; uma seção que precisa dos resultados do cálculo ou de dados que o projeto não tem diz isso.
Documentos técnicos
Relatórios → Documentos técnicos abre cinco documentos montados a partir do projeto em Dart puro, cada um num diálogo cujas configurações são um passo de desfazer (Cancelar as devolve) e que exporta em PDF, XLSX, CSV ou Markdown (para editar o texto); eles também entram nos pacotes de documentos.
- Quadro de outorga e automonitoramento: para cada fonte de água, o que um pedido de outorga pede do ponto de captação (coordenadas em SIRGAS 2000 em graus, minutos e segundos e em UTM com o código EPSG, o corpo hídrico, a finalidade, a área irrigada e as suas culturas, as bombas) e o regime de cada mês pela necessidade bruta das áreas (vazão, horas por dia, dias por mês, volume por dia e por mês), com a conferência da capacidade, o mínimo de 300 m³/ha por mês da Resolução ANA 1.939/2017, o automonitoramento da Resolução ANA 188/2024 e a planilha mensal de leituras. Fontes: Lei 9.433/1997, essas duas resoluções e IBGE R.PR 1/2005; rios e aquíferos de domínio estadual seguem as regras do órgão estadual.
- Memorial descritivo e de cálculo: escrito só a partir do projeto, sem o assistente de IA (o mesmo projeto dá o mesmo texto): identificação, objetivo, áreas e culturas, clima e necessidade hídrica, fonte de água, critérios de projeto, as fórmulas que o programa usa com os seus símbolos e fontes, os setores, a rede, o bombeamento e a energia, a operação, as verificações, os materiais, as suas observações e as referências. Você escreve o objetivo e as observações finais.
- Plano de operação e manutenção: o manual de entrega com os valores do projeto: a partida (enchimento, lavagem, o ensaio de pressão a 1,5 vez a pressão de trabalho dentro da classe dos tubos, o primeiro funcionamento de cada setor), a ficha das pressões de cada setor, a lavagem das linhas laterais, a limpeza dos filtros pelo aumento da sua perda, a cloração na taxa de injeção de cada turno, a entressafra, o cronograma por componente, o automonitoramento e as peças de reposição.
- Orçamento por composições: os serviços do cronograma de obra, cada um com a composição da mão de obra e dos equipamentos que uma unidade pede (as produtividades do cronograma a custos horários), os materiais da lista pelos preços do catálogo, o BDI dos serviços e o BDI do fornecimento de materiais (conferidos com as faixas de referência do Acórdão TCU 2622/2013), os tributos sobre o preço e o cronograma físico-financeiro por semana ou por mês. Os custos horários iniciais são exemplos: troque-os pelos da tabela de custos de referência da sua região e data (o SINAPI, no Brasil).
- Custo do ciclo de vida: o projeto atual e cada alternativa salva com os seus resultados comparados pelo investimento, reposições, valor residual, energia, água e manutenção ao longo de um horizonte, trazidos a valor presente, LCC = I + Repl − Res + E + W + OM&R (NIST Handbook 135), com a taxa de desconto (ou os juros dos parâmetros do projeto), o aumento real do preço da energia, o preço da água e a vida útil e a manutenção de cada categoria de peças (valores de referência a ajustar aos dados dos fabricantes e à experiência local).
Normas nos relatórios
Cada tabela de relatório cita, sob o seu título, os critérios que mostra e as normas ou referências que cada um segue
(ABNT NBR, ISO, EN, ASABE/ASAE, AWWA, IEC, FAO, NRCS, CONAMA), nas exportações em PDF, CSV e TXT, para que o leitor
de um memorial ou de um pedido de outorga veja de onde vem cada limite. A verificação do projeto acrescenta
supply_no_meter (informação): uma fonte de água sem medidor de vazão na sua linha nem horímetro nas suas bombas,
que o automonitoramento de uma outorga pede.
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